Ryan Gosling quer levar o público aos cinemas com 'Devoradores de Estrelas'
No filme "Devoradores de Estrelas" ("Project Hail Mary"), o ator Ryan Gosling interpreta um cientista não muito brilhante cuja missão é salvar o universo, em uma produção com a qual o astro de Hollywood quer promover as exibições nos cinemas.
Após anos em coma, Ryland Grace desperta como o único sobrevivente de uma missão espacial com um objetivo que desconhece. O cientista especializado em biologia molecular, que não se lembra de nada devido à amnésia, vai pouco a pouco recompondo sua memória para entender o motivo de sua presença no espaço.
O filme, que estreia esta semana, é uma adaptação do romance "Project Hail Mary", de Andy Weir, cuja obra "Perdido em Marte" já foi levada ao cinema em 2015, com Matt Damon no papel principal.
Longe dos códigos clássicos do cinema de ficção científica, "Devoradores de Estrelas", dirigido por Phil Lord e Christopher Miller ("Anjos da Lei", "Uma Aventura LEGO"), é uma comédia dramática na qual Gosling exibe todo o seu talento cômico, uma de suas marcas registradas há 15 anos.
"A esta altura da minha vida, se tenho que fazer filmes, quero que sejam filmes que valham a pena ver nos cinemas", afirmou Gosling em um encontro com a imprensa em Paris.
- "Para meus filhos" -
O ator canadense de 45 anos, uma das grandes estrelas de Hollywood (e também produtor do filme), afirma que se "sentiu intimidado diante do desafio" de estar praticamente sozinho na tela durante dois terços da produção.
Ele divide o elenco com Rocky, um extraterrestre enviado por sua espécie para salvar seu próprio sistema solar.
Ryland Grace e Rocky terão que aprender a se comunicar e colaborar para encontrar juntos a solução para o mal que está destruindo o universo.
A amizade que surge entre eles transforma "Devoradores de Estrelas" em um "buddy movie" que mistura ação, humor e emoção.
"Há poucas pessoas que conseguem fazer você rir e chorar na mesma cena [...] E é difícil imaginar que alguém mais pudesse ter feito o que Ryan fez neste filme", afirma o codiretor Christopher Miller sobre o ator.
Gosling, que está no projeto há seis anos, diz ter se encantado com a mensagem da obra. "Fiquei profundamente comovido com o ponto de vista de Andy [Weir]", explica.
"Ele nos oferece a possibilidade de nos afastarmos do medo e, talvez, de sentir curiosidade, dizendo que o futuro não é necessariamente algo a temer, mas sim algo que precisamos descobrir", afirma.
"Isso me tocou de uma forma muito pessoal e tive a sensação de que [este filme] era algo que eu queria criar para meus filhos e, espero, para a geração deles", acrescenta.
- Ator cômico -
Com este filme, Gosling confirma seu status de ator de primeira linha, capaz de transitar da comédia ao drama e do cinema independente às superproduções de grande orçamento, incluindo o próximo filme da saga Star Wars, cujo lançamento está previsto para o próximo ano.
"Levei tempo para entender que podia fazer as coisas à minha maneira", conta. "Sempre achei estranho que, quando algo engraçado acontecia em uma cena, o diretor gritasse 'corta!'", acrescenta o intérprete de Ken em Barbie.
"Fazia filmes independentes sérios, mas a regra implícita era que nada engraçado podia acontecer", prossegue.
Em 2010, o então presidente da Warner Bros., Jeff Robinov, finalmente lhe ofereceu um papel na comédia romântica "Amor a toda prova" ("Crazy, Stupid, Love", 2011), que foi um grande sucesso de bilheteria. "Aquilo abriu todo um leque de possibilidades para mim", afirma o ator, que atualmente prepara outra comédia ao lado de Will Ferrell.
N.Lambert--LCdB