Frente à 'lei da selva', Macron pede que mundo se mantenha 'firme junto à ONU'
O presidente da França, Emmanuel Macron, alertou, nesta terça-feira (22), contra o "retorno da lei da selva" no mundo e pediu aos países que se mantenham "firmes junto à ONU".
Em seu último discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, Macron também criticou duramente a situação humanitária em Gaza e pediu uma moratória dos ataques contra alvos civis e energéticos na guerra entre Rússia e Ucrânia.
"A questão que se coloca para nós, de forma muito simples, é se queremos viver nesse estado de natureza, com uma espécie de retorno da lei da selva, ou em uma sociedade internacional civilizada", declarou perante a Assembleia Geral das Nações Unidas.
"Nosso dever, agora mais do que nunca, é nos mantermos firmes ao lado das Nações Unidas para, justamente, decidirmos juntos o que é de interesse comum", acrescentou.
O presidente francês, um firme defensor da Ucrânia na guerra contra a Rússia, instou Moscou e Kiev a acordarem uma moratória sobre os ataques contra alvos civis e energéticos.
A França apoia "uma dupla moratória" dos ataques contra instalações energéticas na Rússia e na Ucrânia", disse Macron em seu discurso na ONU.
"Temos testemunhado a destruição de infraestruturas civis e de violações dos direitos humanos. É uma nova era de atos bárbaros", acrescentou.
O presidente francês também fez um apelo pela suspensão dos ataques contra navios mercantes no "Mar Negro, que permita liberar os cereais e dar uma resposta à questão da segurança alimentar, tão crucial para tantos países emergentes e em desenvolvimento".
Macron também abordou a questão da inteligência artificial, ao pedir aos países uma cooperação para construir um modelo de IA alternativa, que não dependa das "grandes potências", China e Estados Unidos.
É preciso que "esta coalizão de independentes (...), que não querem se tornar vassalos de uma ou outra das duas grandes potências mundiais se unam para desenvolver um modelo de fronteira de código aberto" de IA, disse Macron na Assembleia Geral da ONU.
"Não devemos depender nem de um, nem de outro", reforçou.
K.Smeets--LCdB